O SALÃO MAIS LEGAL DA CIDADE

Finalmente tenho um computador novo e lindo! Minhas desculpas para deixar o blog abandonado estão quase acabando e eu não sei se isso é algo bom ou ruim. Comprei uma lente nova para a minha câmera e estou louca para estrear com fotos de vários lugares legais que ando descobrindo por São Paulo. Eu não sei se já comentei aqui, mas um dos meus vícios são guias de viagem, não tenho muitos, mas espero fazer uma grande coleção durante a minha vida. Sempre quis ser uma daquelas pessoas para quem você pergunta “você conhece algum lugar para comer/comprar/cortar o cabelo/lavar roupa por aqui?” e ela te dá várias opções legais e nada clichês. Isso parece contraditório quando pensamos em guias (nada mais comum que os pontos turísticos explorados nesses livrinhos), mas sempre que os sigo, acabando descobrindo lugares próximos a eles muito interessantes. Temos que começar em algum ponto, não? Enfim, tudo isso para dizer que se alguém me perguntar qual um bom lugar em São Paulo para fazer qualquer coisa, eu não tenho resposta! Por isso, ando querendo explorar minha própria cidade e fazer um guia lindo na minha mente de restaurantes, hotéis, baladas, bares, lavanderias, pet shops e tudo mais que existe. Para entrar na lista, eles precisam me surpreender e ter alguma coisa diferente,  nada de Mercado Municipal, Hotel Unique ou Parque Ibirapuera (embora eu adore esses três lugares).

Então, para começar, o Retrô Hair, na Rua Augusta, 902.

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Descobri este cabeleireiro no blog radioactiveunicorns e morri de vontade de conhecer pela decoração. Para marcar, você precisa entrar na página do facebook deles e preencher um formulário com um dia de antecedência e eles respondem por e-mail se tem lugar ou não (adorei não precisar ligar). Quando você chega, eles te levam para uma salinha no mezanino,  água e cerveja são free em uma geladeira amarela linda (retrô, claro). Marquei hidratação, corte de franja, escova e sobrancelha para testar tudo. Vamos ao veredito.

Cheguei mega atrasada, perdi o horário da sobrancelha e fui fazer a minha hidratação. Os profissionais são super atenciosos, mas o tratamento não me convenceu totalmente. No dia, meu cabelo ficou incrível, super macio e tal, mas logo depois que lavei não vi a menor diferença (eu pedi um tratamento que durasse um pouco, porque iria viajar). Acho que o problema não é o tratamento em si, mas eu ter escolhido errado. Em contra partida, eu amei a franja! Há anos que vou em 48957345 cabeleireiros diferentes buscando alguém que acerte no corte, no Retrô eles fizeram de primeira e super rápido, fiquei impressionada. A escova ficou linda, sem mais. Quando estava me preparando para ir embora, a designer de sobrancelhas que eu esqueci o nome me chamou falando que a cliente tinha desmarcado, então eu pude ir lá. Ela é muito fofa mesmo, fico até triste por ter esquecido o nome dela. O que eu achei mais legal é que, diferente de outros salões, em que eles vão tirando sem nem conversar com você, a designer me perguntou várias coisas, analisou meus traços e me deu vários conselhos, sanando aquelas dúvidas eternas, sabe? Ela me disse para deixar crescer um pouco e voltar lá porque se tirasse naquele dia, ia ter que afinar muito e não combinaria com meu rosto: totalmente verdade! A conclusão é: o lugar vale muito a pena pelo ambiente e surpreende pela atenção e habilidade dos profissionais! Não vou dizer para você largar agora o seu cabeleireiro de anos e mudar para eles, mas deem uma chance porque eu tenho certeza que vocês irão amar.

PROCURA-SE

Já sei, cá estou eu mais uma vez com fotos da Alexa. Apesar de amar o estilo dela em todas as fotos abaixo, não é exatamente sobre isso que venho falar. O post de hoje é dedicado ao meu sapato desejo e funciona como um pedido! Se alguém achar algo semelhante a ele, por favor não deixe de me avisar! Minhas amigas dizem que ele é feio, estranho, velho, tem cara de vovó (essa é a melhor parte) e, mais uma vez, é feio. Eu realmente não ligo, pois estou atrás dele há alguns anos e só este mês descobri quem é a estilista responsável. Vivienne Westwood! Não poderia deixar de ser, uma designer inglesa. Minhas pesquisas na internet não foram muito satisfatórias. Achei no site oficial (mais de R$1000 não é uma opção para mim) e também com preços bem abaixo em lojas virtuais internacionais que não me passaram muita confiança. Então, ainda que vocês achem ele horrível, peço que me ajudem a encontrar algo semelhante! :)

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Acredito que a dificuldade em encontrar versões inspired é que ele não fez tanto sucesso. Apesar de ter sido lançado há muitas temporadas (2002 acredito), não vi muitas pessoas usando. Entendo, ele não é dos mais democráticos. Encontrei uma ou outra versão mais acessível, porém sempre pecavam em algum detalhe: ou as faixas finas demais, a falta do saltinho de madeira ou o bico menos arredondado. Ficarei esperando para que algum dia a caixa abaixo chegue pelo correio. Tamanho 37, por favor. :D

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THE ALEXA

Sempre tive vontade de fazer esse post. Demorei por um motivo simples: preguiça de reunir as melhores fotos dentre as milhares que eu gosto. Alexa Chung é, para mim, o estilo perfeito. A combinação do antigo com o contemporâneo, o clássico renovado, o careta com o moderno, o girly com o tomboy. Os sapatos masculinizados e desgastados complementam perfeitamente as saias e vestidos delicados. As texturas e cores são seus pontos altos; ao meu ver, ninguém faz melhor que ela. Acho admirável principalmente o fato dela ter conseguido um “signature look”. Ou seja, quando você entra numa loja, pega uma saia evasê e fala: isso é a cara da Alexa Chung. Existe coisa melhor? Tendo isso, qualquer roupa que ela vista se incorpora rapidamente ao seu estilo, sem esforço. Por mais que uma peça não faça parte de seu closet habitual, quando se possui uma identidade, é fácil fazer com que esse elemento diferente se encaixe sutilmente. É por isso que a Alexa está sempre diferente mas, ao mesmo tempo, sempre característica. Não importa se está usando um vestido com referências da Idade Média, uma camiseta de rock ou uma saia bandage, ela está sempre impecável, sempre ela mesma. Reuni alguns dos meus preferidos, os mais democráticos e que podemos trazer para o dia a dia, pois admito que ela usa peças um tanto quanto exóticas. O que eu mais gosto nela é a sua moda real, mas com um ar de fantasia – ao mesmo tempo que é concreto, parece que acaba de sair de um filme e o figurino, perfeitamente escolhido, sempre se encaixa àquela cena da vida cotidiana.

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Estou pensando em criar uma tag mensal com alguém que mereça destaque pelo seu estilo característico. O difícil vai ser encontrar pessoas que correspondam ao critério. Quem sabe, quem sabe…

Beijos, hasta luego!

LOLLAPALOOZA

Como todos sabem, sábado passado foi dia de Lollapalooza. Black Keys, Franz Ferdinand e Two Doors Cinema Club foram algumas bandas que se estiveram por lá e eu não tive como deixar de ir depois do show incrível do Arctic Monkeys ano passado. Apesar de não ser incrivelmente fã de nenhum deles, o festival em si já é motivo mais que suficiente para eu colocar meu chapéu e sair de casa no feriado. O look tem que ser confortável obrigatoriamente, mas não pode ficar sem graça: os acessórios dão conta do recado. Depois de ter ido comprar o ingresso na sexta-feira a noite, percebi que ir de shorts não era uma boa opção para alguém que sente tanto frio como eu. Ao mesmo tempo, queria usar o top cropped de franjas que tem uma carinha folk e que, até então, só combinava com um shorts de cintura alta. Resultado: calça jeans + top de renda + cropped, combinação perfeita!

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O Lollapalooza é mesmo um desfile de moda. Falta a passarela, as cadeiras com a fila A e os fotógrafos empilhados mas, fora isso, é a mesma coisa. A música fica quase em segundo plano se não fossem as ótimas bandas e as apresentações animadas. Ao mesmo tempo, um mix de garotas rockeiras e boho reproduzem os looks do Coachella e fazem do Lolla um dos eventos mais fashion do ano. Não é a toa que sites como WGSN estavam por lá fazendo fotos para suas sedes gringas (precisava contar que tiraram foto minha e da minha mochila de Cancun, haha). beijos e ano que vem, com certeza, tem mais Lollapalooza!

Chapéu: Stradivarus | Top de renda: Scalla | Top Cropped: Forever 21 | Calça: Zara | Bota: Zara | Mochila: Feirinha em Cancun

Capítulo de hoje: Zooey Deschanel contra a recusa de personalidade em red carpets

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A temporada de Red Carpets está caminhando para o fim e o que pudemos aprender com ela neste ano? Quanto mais parecido, mais igual e quanto mais igual, pior melhor! E por que estou falando isso? Logo em um dos primeiros tapetes vermelhos, o Golden Globe, vi vários blogs de moda e outros veículos massacrando a Zooey Deschanel por seu estilo “constante”: “ela nunca muda a pose”, “nunca muda o cabelo”, “nunca muda o modelo”, “queremos um vestido mais sexy, mais interessante, mais diferente, mais, mais, mais…”.

Não falo isso porque adoro a Summer (ops, Zooey) e tenho ela como fundo de tela do meu computador, mas por que essa insistência em criar clones nas escolas, festas, baladas e até premiações? Não existe apenas um tipo de beleza e, com certeza, existem dezenas de modelos que combinam com um ou outro corpo, além do mais importante: combinar com a personalidade. Vi o blog da Julia Petit falando “Nada de nudes, pretos ou vermelhos: a grande tendência do tapete vermelho do Globo de Ouro ontem à noite foi mesmo a monotonia. Não é nenhuma novidade que há muito tempo Hollywood anda uniformizada e sem graça, mas ontem a premiação de cinema e TV foi o auge da falta de imaginação de stylists e até grifes”, em um post intitulado Glamour Vazio. Concordo em partes porque, particularmente, achei a maioria bonita e bem vestida, embora super parecida. Porém, me coloco na pele da celebridade, e vejo que o que ela mais quer em um dia em que será julgada pelo Fashion Police é estar linda, glamourosa, na moda e segura, nem que isso signifique usar um vestido sereia quando seu estilo está mais para princesa. O que me incomoda é: deixem quem tem um estilo aflorado e característico desfrutar dele! – ainda que a Zooey estivesse com um vestido parecido com o da Jennifer Lawrence, é uma situação completamente diferente, começando pelo estilista, que carrega consigo muito do significado de um vestido.

Ontem li uma matéria no site Net-a-porter, na edição de Londres de sua revista digital, em que a Poppy Delenvigne dizia que seu estilo variava muito de um dia para o outro e que invejava garotas como Alexa Chung que possuem um “signature look”. É disso que estou falando, não acredito que precisamos ser sempre iguais, mas se temos algo que nos ligue, nem que seja a pose, é algo positivo e não há porque mudar, mesmo que a indústria da moda seja forte e aparentemente dominadora.

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